Na última sexta-feira (11), por meio de um despacho, a Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu o pagamento de bolsas de monitoria, tutoria e extensão do último trimestre de 2019. Após sancionar medidas como racionamento de energia, mudança nos horários de atendimento administrativo e suspensão de serviços como o ‘ligeirão’, o corte das bolsas se mostrou como mais uma imensurável perda de direitos dos estudantes, servidores e da comunidade geral.

Atos como estes estão cada vez mais comuns diante do atual cenário político que se instaurou no país nos últimos anos, e que se agravou diante do atual governo. Entre mandos e desmandos ordenados pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub, sob apoio do então Presidente da República, Jair Bolsonaro, a educação pública de qualidade passou a ser um prato fresco servido na bandeja para a iniciativa privada.

Pensando em um futuro que remonta o passado, a pasta da Educação vem sofrendo inúmeros cortes no orçamento, que inviabilizam a manutenção de serviços básicos e justificam a implantação de um projeto de privatização que pouco se aproxima dos anseios da população, e principalmente, dos estudantes.

Diante disso, reivindicar tudo o que vem sendo cortado, retirado e suspenso, se torna um ato legítimo de uma comunidade que se compromete com uma educação justa, libertária, feita pelo povo e para o povo.

O Com_Texto, projeto que germinou dentro da UFMT e se moldou pelo sentimento de transformação social que só a Universidade Pública faz florescer, se coloca contra todos os ataques promovidos por aqueles que concretizam como plano de governo o fim do ensino público de qualidade.