Com a exibição do documentário sobre a trajetória artística de Linn da Quebrada, o evento acontece no Cine Teatro Cuiabá, no próximo dia 29.

O dia 29 de janeiro é marcado pela reivindicação de mais espaço e respeito pela população trans no Brasil. Considerado o Dia da Visibilidade Trans, a data também marca a 1° Celebração do Dia da Visibilidade Trans, realizada no Cine Teatro Cuiabá, a partir das 19h30, com a exibição do documentário “Bixa Travesty”, protagonizado pela cantora, compositora e atriz, Linn da Quebrada.

O evento deve contar ainda com a apresentação musical da cantora de lírico, Sophie, exposição poética da cantora, compositora e produtora do evento, Luisa Lamar, conhecida pelo seu projeto “LambaTrans”, além da performance carregada de representatividade não binária, de Hend.

Hend durante apresentação no Cine Teatro Cuiabá | Foto: Marcos Salesse

Ainda durante a celebração, a pesquisadora e atriz, Raphaely Luz e o doutorando em Estudos de Cultura Contemporânea e apresentador do podcast “EscutaTrans”, Vicente Tchalian, se juntam as atrações culturais para um bate-papo sobre as vivências da população trans.

Pela primeira vez exibido em Cuiabá, o documentário “Bixa Travesty”, dirigido por Kiko Goifman e Claudia Priscilla, traça um paralelo sobre as dimensões artísticas e políticas representadas por Linn da Quebrada.

Após ser exibido no festival de Berlim 2018 e vencer o prêmio Teddy, dedicado a obras com temática LGBTQIA+, a produção chega em território mato-grossense propondo uma quebra com o mundo patriarcal e expondo o corpo como arma política e social.

Para Lamar, realizar a 1° Celebração sempre foi uma necessidade para as pessoas trans, uma vez que, existe uma realidade de intensa marginalização dessa população em todo território nacional.

“Celebrar o Dia da Visibilidade T. sempre foi encarado como uma necessidade para nós (pessoas trans), dada as estatísticas levantadas e que nunca cansamos de mencionar, onde coloca o Brasil como o país que mais mata e acessa pornografia trans no mundo. Além de ser o lugar onde a maioria destas pessoas assassinadas são negras ou pardas”, disse a produtora.

Segunda a cantora, o evento carrega em si uma reivindicação política de acesso aos direitos básicos para a população, além de uma comemoração da existência dos corpos considerados fora da norma.

“Um evento como esse foge a regra, é um marco na história da cidade e do estado. A intenção é que a partir disso, políticas públicas para essa população comecem a ser viabilizadas, pois existimos, somos muitas e exigimos emprego, segurança, afeto, estudo e cultura”, concluiu.

Os ingresso já estão disponíveis na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá, custando R$ 4,00, a inteira, e R$ 2,00, a meia entrada. É válido ressaltar que a classificação indicativa do filme é de 18 anos.

Além da produção de Luisa Lamar, a 1° Celebração da Visibilidade Trans conta ainda com a cobertura fotográfica de Dizão, figurinos de Einstein Halking, apoio do coletivo Com_Texto e produção executiva de Diego Baraldi, supervisor do Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

ENTENDA MAIS

Em novembro de 2019 o Com_Texto publicou uma reportagem especial traçando um panorama da saúde da população trans. Clique aqui para ler e se aprofundar no assunto.