“Tenho medo disse que estou dizendo, mas não dá para recuar”, conta a vereadora de Sinop (480 km de Cuiabá), Graciele Marques (PT). A afirmação da parlamentar vem acompanhada dos receios frente aos ataques que sofreu no último mês, quando foi apontada como a responsável pela instalação de outdoors contra o governo de Jair Bolsonaro (Sem partido) no município. Em entrevista para o Com_Texto, a também professora reforçou que não há possibilidade de recuar. 

Os ataques começaram na primeira semana de junho, quando Graciele começou a receber em suas redes sociais e em aplicativos de mensagens recados como: “não vai se criar em Sinop”, “PTista só matando”, “tem que descer a lenha nessa petista”. De acordo com a parlamentar, as ofensivas também partiram de pessoas ligadas ao agronegócio. 

“Teve uma expressão, como ‘vai mexer com o agronegócio, vai ver o que vai encontrar’, então eram coisas dessa natureza. São essas as ameaças que até o advogado que está conduzindo essa questão interpretou como ameaça à vida efetivamente”, disse Graciele. 

Assinado por organizações como Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) e outros, os outdoors apresentavam mensagens como “Cemitérios cheios, geladeiras vazia – Governo ruim não salva vidas nem a economia”. 

Um dos outdoors espalhados pelo município de Sinop | Foto: Reprodução

Apesar das ameaças, Graciele afirma que não é viável recuar, mesmo diante do medo. “Não dá para recuar, nós só temos que avançar, porque é isso ou a gente não vai viver”, concluiu. 

Assista a íntegra do episódio: